Prezado leitor,
Esta revista consolida a base do Programa Cidade Interativa. O texto abaixo é um convite para uma breve pausa e uma reflexão além do convencional. Boa leitura!
Policentrismo Interativo: da cidade radial à malha colaborativa
O planejamento urbano brasileiro consolidou um modelo radial, onde a centralidade comercial principal concentra funções de atração e os bairros assumem caráter periférico e dependente. As tentativas de correção por meio do policentrismo convencional limitaram-se a replicar subcentros com a mesma lógica de competição e dependência hierárquica.
O Programa Cidade Interativa, reconhecido como de interesse público municipal com apoio institucional da Prefeitura Municipal de Uberlândia, formalizado pelo Protocolo de Intenções SEDEI nº 02/2026, propõe a superação desse modelo através da tese do Policentrismo Interativo.
A tese sustenta que uma cidade só se torna efetivamente policêntrica quando seus polos detêm autonomia funcional e interoperabilidade sistêmica. A transição conceitual é da cidade-máquina para a cidade-organismo: um sistema vivo onde cada centralidade possui autonomia própria, mas vive em colaboração sistêmica com as demais.
Neste modelo, as centralidades são planejadas para possuírem autonomia para provisão do cotidiano, sem dependência hierárquica do centro comercial tradicional, mas em colaboração sistêmica com ele e com as centralidades pares para complementação econômica e social. Comércio e serviços distribuem-se por toda a malha colaborativa.
Referência: Cidade Interativa. Protocolo de Intenções SEDEI nº 02/2026. Prefeitura Municipal de Uberlândia.




